Após matar modelo, homem comete suicídio em Itatinga

Na manhã dessa segunda-feira (3) um funcionário público de 22 anos saltou de viaduto no quilômetro 205 da rodovia Castelo Branco (SP-280), em Itatinga, após matar a namorada, uma modelo de 19 anos. O corpo dela foi encontrado dentro do veículo do jovem por equipes que atendiam a ocorrência.

Segundo a polícia, o casal morava em Alphaville, bairro da Grande São Paulo. Conforme apurado pela reportagem, por volta das 6h, o pneu do Volvo XC60 conduzido por Lucas Araújo Suzuki, servidor da Prefeitura de Barueri, furou e ele parou no acostamento da rodovia.

Um funcionário da concessionária que administra o trecho – e passava pelo local em um caminhão – guincho – presenciou o momento em que o jovem estava ao celular, jogou o aparelho e os documentos pessoais pelo viaduto e saltou de uma altura de aproximadamente 70 metros.

O corpo de Lucas foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros, com o apoio de uma equipe da concessionária, e, após o trabalho da Polícia Científica, encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Botucatu.

HOMICÍDIO

Quando a polícia foi vistoriar o carro do servidor público, descobriu que havia uma jovem morta no banco do passageiro. Além de hematomas na perna e no rosto, ela apresentava ferimento na nuca causado por objeto não identificado.

De acordo com a polícia, R.P.L. (apenas as iniciais foram divulgadas), de 19 anos, era modelo e namorada de Lucas. O corpo dela também foi conduzido ao IML de Botucatu para que a causa da morte possa ser esclarecida.

Segundo a Polícia Civil, familiares do jovem contaram que ele apresentava transtornos psiquiátricos. Antes de cometer suicídio, ele telefonou para o pai dizendo que havia matado a namorada e que iria tirar a própria vida.

O caso foi registrado como homicídio seguido de suicídio e segue sob investigação. O JC apurou que Lucas já foi preso por tentativa de homicídio, mas obteve a liberdade provisória mediante o cumprimento de medida cautelar.

Na ocasião, a defesa alegou que ele era portador de doença psiquiátrica e necessitava de tratamento em clínica especializada para a aplicação de medicação injetável. (Jcnet)

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