Agripino de Oliveira Lima

Agripino de Oliveira Lima Filho, que nasceu em 31 de agosto de 1931, na Fazenda Graminha, município de Lençóis Paulista, foi registrado com o nome de seu pai. Oitavo filho do casal Agripino de Oliveira Lima (falecido em 07/12/1956) e dona Silvéria do Prado Oliveira Lima (falecida em 17/11/1985) cresceu numa família de 12 irmãos. Os irmãos primogênitos de Agripino Lima contam que ele teve sérias dificuldades em seus primeiros anos de vida. Ele não conseguia caminhar normalmente como as demais crianças de sua idade devido a um problema físico nas pernas. O médico da família, Antonio Leão Tossi disse que ele necessitava de uma cirurgia corretiva, mas os pais, de origem humilde, não tinham condições. Seus irmãos ajudavam a carregá-lo e assim o tempo foi passando. Somente com 4 anos começou a andar, e ainda assim com dificuldades. A irmã mais velha, Doracy de Lima Velasques, conta que ele era muito apegado à mãe, mulher de fé inabalável que orava sempre a Deus pedindo que seu filho superasse a dificuldade física. Desde pequeno, Agripino Lima Filho afirmava que queria ser alguém na vida. A família mudou-se para a cidade de Borebi (SP) e o menino cursou os antigos grupo e ginásio na cidade vizinha de Agudos (SP). Posteriormente, a família mudou-se para Garça (SP), onde o pai estabeleceu-se no comércio, firmando-se posteriormente com um depósito de bebidas. Agripino estudou na época o denominado curso normal, mas sempre afirmando: “Vou cursar o normal, mas não serei somente professor” conta a irmã Doracy. Sempre ajudando o pai no trabalho diário, aprendeu a dirigir o precário caminhão apelidado por “Sassarico”. Ele próprio fazia as funções de motorista, vendedor e entregador de bebidas. A noite, ministrava aulas no curso de educação para adultos. Nesse tempo, conheceu e firmou noivado com a professora normalista de Gália (SP), Ana Cardoso Maia. Em 1953 eles se casaram e continuaram residindo na mesma cidade de Garça, onde lecionavam. Lá nasceram os três primeiros filhos: Augusto César, Ana Cristina e Maria Regina, hoje empresários que também atuam na direção do complexo universitário Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). Paralelamente às atividades do magistério, Agripino trabalhava também como corretor de veículos. Em 1958, efetivou-se como diretor de escola no município de Alfredo Marcondes, onde a família residiu por dois anos. Em 1960 transferiu-se para Presidente Prudente onde nasceu o filho caçula, Paulo César Oliveira Lima, que exerceu mandatos como deputado federal. Residindo em Presidente Prudente, Agripino complementava sua renda trabalhando no comércio de uma modesta livraria. Em 1968, graduou-se bacharel em Direito pela Instituição Toledo de Ensino. Em 1970, concluiu licenciatura em Pedagogia pela Universidade de Mogi das Cruzes. Agripino, em companhia de sua família, trabalhava diuturnamente acumulando as funções de diretor da Escola Formozinho Ribeiro (na época, Escola da Vila Charlotte), vendedor de livros e sócio num escritório de advocacia. Homem de visão empreendedora, juntamente com sua esposa Ana, também diretora de Escola, deu início em outubro de 1972, ao seu maior sonho: a Associação Prudentina de Educação e Cultura (Apec), onde foi, além de diretor presidente, professor titular da disciplina de Estudos de Problemas Brasileiros (EPB) na primeira faculdade da Apec, a Faclepp – Faculdade de Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente. Desta época, até 1986, exerceu as funções de diretor geral das Faculdades Integradas Apec, e incansavelmente, acompanhou a instalação e o crescimento de cada uma, sempre compromissado com sua luta frente ao ensino superior prudentino.

Em 1987, o reconhecimento ao trabalho conjunto com sua esposa, chegava com a transformação das Faculdades Integradas, na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), hoje uma das mais bem estruturadas universidades brasileiras.

Unoeste

A história da Unoeste, esta obra gigantesca, merece um capítulo à parte na vida de Agripino Lima, tamanho seu desenvolvimento e sua importância para a cidade de Presidente Prudente. Atualmente a Unoeste oferece 39 cursos de Graduação (Bacharelado, Licenciatura e Superior de Tecnologia); 43 cursos de especialização; nove residências em Medicina e sete em Medicina Veterinária; e três mestrados recomendados pela Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior): Agronomia, Ciência Animal e Educação. Seus 3 campi constituem-se numa verdadeira cidade, atendendo cerca de 13 mil acadêmicos e oferecendo mais de 2,5 mil empregos diretos, além de gerar milhares de outros indiretos e alavancar de forma significante a vida econômica da cidade com seus universitários. O campus I, onde nasceu a Apec, num terreno de 18.466,12m², altos do Jardim Bongiovani, hoje cidade universitária, possui 50.620,00m² de área construída em prédios de salas de aulas, três clínicas odontológicas, clínicas de fisioterapia, laboratórios diversos, laboratório de análises clínicas, de análise de água, farmácia, biblioteca central, pinacoteca, teatros, anfiteatros, postos bancários e outros, ginásio de esportes com quadra poli-esportiva, salões de ginástica, calçadões, reitoria, secretarias, setores administrativos e departamentos diversos. O campus II que abrange l.098.435,13m², às margens da Rodovia Raposo Tavares, km 572 abriga 172.757,74 m² de área construída com mais 23.040,31m² em construção. Diariamente visitado pela comunidade, seu harmonioso conjunto arquitetônico e paisagístico reflete a valorização da natureza e a preservação de espécies exóticas da fauna e flora brasileiras. Constituído por infra-estrutura de vanguarda, o campus II é um dos mais belos cartões postais de Presidente Prudente. Com seus pavilhões de salas de aulas, laboratórios específicos, igreja, salões sociais, centros de convivência e lazer, restaurantes e lanchonetes, quadras poli-esportivas, hospital veterinário modelo no país, centro zootécnico para cultivo e manejo de diferentes culturas no campo das ciências agrárias, 30 tanques e represa para criação e reprodução de peixes, pomar, horta, estação meteorológica, fábricas de artefatos de concreto, marmoraria, serralheria, marcenaria, produtos de limpeza, almoxarifado, setor de transportes, postos e oficinas de manutenção de veículos e implementos agrícolas e inúmeros outros setores.

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Complementando o desenvolvimento de atividades voltadas ao Ensino, Pesquisa e Extensão na área das ciências agrárias, a Fazenda Experimental da Unoeste, no distrito de Nova Pátria, com 1.260.254,64m² destinada à prática e pesquisa agropecuária, como melhoramento genético de raças, fruticultura e cereais. O campus III com 1.950.520,00m² e cerca de 2.000m² de área construída, alia benfeitorias com a originalidade de um verdadeiro santuário ecológico. Nesse complexo, o arrojado Hospital Universitário “Dr. Domingos Leonardo Cerávolo” (HU), construído numa área de 44.489,77m², próxima ao campus I vem se firmando como Centro referencial em Saúde. O HU, com 4 pavilhões projetados para 1.100 leitos, possui até igreja e oferece unidades especializadas, dotadas da mais alta tecnologia onde equipes de renome atuam no exercício da medicina de ponta.

Acima de toda essa obra monumental está o valor que ela representa ao longo desses 35 anos de atividades no Ensino Superior, formando milhares de profissionais conceituados que atuam no país e no exterior, e pelo que tem realizado em prol da 10º Região Administrativa do Estado no campo assistencial.

Média de atendimentos

Diariamente, cerca de 1200 pessoas recebem algum tipo de atendimento médico, odontológico, fisioterapêutico, nutricional, psicológico, de enfermagem ou em fonoaudiologia. São cerca de 30.000 atendimentos no mês, uma média mensal de 24.000 exames que vão de análises clínicas ao campo da tomografia computadorizada e da ressonância magnética. A assistência social estende-se a todas as áreas mantidas pela Unoeste, como a engenharia civil, ciência da computação, ciências jurídicas, agrárias e humanas e ultrapassa as fronteiras da área universitária atendendo dezenas de outras instituições. É incalculável a extensão e a importância da Universidade do Oeste Paulista no contexto regional em que está inserida. O espírito carismático e empreendedor de Agripino é uma marca registrada de trabalho, filantropia e desenvolvimento. Além do atendimento diário prestado pela Unoeste, a Fundação Agripino Lima desenvolve campanhas tradicionais como de Agasalho, Festa das Mães, doações de medicamentos e outros produtos para mutirões de Saúde promovidos em conjunto com as faculdades, construções de 8 igrejas, reformas e ampliações em asilos, hospitais, creches e outras entidades, doações de consultórios odontológicos, doação de material de construção, material gráfico, legumes e verduras, produção animal, e uma infinidade de outras doações.

Homem público

O político Agripino Lima afirma sempre que não prioriza o partido e sim o caráter do homem público. Por muitos anos, pertenceu ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Jânio Quadros. Convidado pela presidência do Partido da Frente Liberal (PFL), lá permaneceu até 1998, quando decidiu retornar sua filiação para o PTB. Atualmente está filiado ao PSC (Partido Socialista Cristão). Sempre compromissado com questões sociais exerceu significativos mandatos políticos. Nos anos de 1971 a 1973 foi presidente do Centro Professorado Paulista (CPP) local. Foi vereador na Câmara Municipal de Presidente Prudente por duas legislaturas (1972/1976 e 1977/1982). Exerceu o mandato de deputado federal de 1986 a 1990; vice-prefeito prudentino de janeiro de 1988 a dezembro de 1992. Quando deputado federal, Agripino Lima participou da elaboração da Constituição Federal. Apresentou 132 emendas tendo 51 aprovadas. Foi classificado entre os 10 deputados que mais trabalharam.

Prefeito prudentino

Em janeiro de 1993 foi eleito prefeito municipal de Presidente Prudente. Sua gestão até 1996, sob o slogan “O povo no poder”, marcou o desenvolvimento da cidade pelo seu estilo dinâmico e popular de administrar. Entre suas principais obras destacam-se a Cidade da Criança – pólo educacional (escola-oficina), ecológico e recreativo construído no estilo europeu. A construção de 5 unidades básicas de Saúde nos bairros periféricos e reformulação em todo o sistema de Saúde municipal. A criação dos PAIPs – Programa de Atendimento à Infância Prudentina – abrangendo creches e pré-escola e reformulação dos CIEMs, num total de 92 unidades atendidas, onde 44.040 crianças recebiam diariamente além de educação, cerca de 80 mil refeições diárias, banho, higiene e tratamento bucal. Reforçou a merenda escolar com 30.000 litros de leite de soja diários, além do leite integral, o mesmo número de pão francês com mortadela. As principais refeições, sempre a base de carnes, peixes, aves, legumes e cereais. Para os funcionários da Prefeitura e Prudenco, incorporou melhorias salariais e atendeu uma antiga reivindicação dos servidores municipais: 4.300 cestas básicas com 17 itens e 45 kg cada. Construiu a Escola de Curtimento de Couro; pavimentou mais de 60 bairros prudentinos com 2 milhões de metros quadrados de asfalto; fez mais de 40 mil metros de galerias. Na habitação, desapropriou terrenos e doou 6.000 lotes urbanizados fornecendo plantas e orientação para as construções. Em parceria com a Fundação Agripino Lima, através do Projeto Casa Solo Cimento, construiu mais de 100 moradias populares em regime de mutirão e em parceria com o governo estadual, entregou 540 apartamentos da CDHU.

Implantou o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município; Comprou e incorporou 150 alqueires para viabilizar obras na cidade; Criou Escolinhas e inúmeros Projetos nas diversas modalidades esportivas atendendo milhares de adolescentes; ampliou e reformou completamente toda estrutura do Estádio Municipal Prudentão com capacidade para 65 mil lugares incentivando o Esporte em todas as suas vertentes, dando sustentação a grandes clássicos do futebol paulista. Na gestão de Agripino Lima, Presidente Prudente sediou os Jogos Regionais/96. Oito atletas prudentinos foram para Atlanta, de onde trouxeram títulos e medalhas significativas. Construiu e reformou centenas de praças e quadras esportivas, reformou o Centro Olímpico e Estádio Caetano Peretti.  Instituiu o vale-transporte; Sanou dívidas de 20 anos do município; Criou a Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio. Reativou o Distrito Industrial (pavimentação e iluminação), adquiriu novas áreas, promoveu a doação de terrenos com toda infra-estrutura, incentivando a instalação e o desenvolvimento de mais de 60 indústrias e o fortalecimento da agropecuária regional. Adquiriu 150 novos maquinários, caminhões e veículos, renovando toda a frota da prefeitura; construiu rotatórias, estradas vicinais, viadutos, pontes, passagens, urbanização e paisagismo em áreas críticas como dos trilhos da Fepasa; alargamento e extensão de avenidas; implantou significativos projetos na Secretaria da Criança e Família. Agregou a Secretaria de Turismo à Cultura reavivando Festivais de Teatro, Dança, Música, campanhas e o trabalho do Fundo Social de Solidariedade. Em seu mandato de prefeito, fez questão de nunca receber o salário que lhe era direito, doando-o a entidades assistenciais. No primeiro dia de sua gestão, pediu que retirassem as portas do seu gabinete e sempre atendia a população e autoridades indistintamente. Não utilizava o elevador do executivo e quando viajava para resolver problemas da prefeitura, utilizava seus meios de transportes particulares. Em muitas obras de grande porte, colocava os caminhões e máquinas da sua Universidade para agilizar os serviços.

Deputado Estadual

Em 1998, Agripino Lima foi eleito deputado estadual com 99.272 votos, ficando entre os cinco mais votados e o primeiro do seu partido, na época, o PFL. Na Assembléia Legislativa, apresentou mais de uma centena de indicações ao governador Mário Covas para contemplar interesses da comunidade do extremo-oeste paulista. Fez 135 emendas ao Orçamento do Estado, objetivando o repasse de verbas para as entidades de assistência social de Presidente Prudente e região. Através de sucessivos pronunciamentos e audiências com o secretário da Agricultura e o governador do Estado, conseguiu anistia para multas de ICMS lançadas injustamente contra os produtores de cereais. Promoveu intensa campanha – discursos, requerimentos, indicações e audiências – junto ao governo do estado para que fossem retomadas as obras dos trevos da Andorinha e da Ceasa, situados no perímetro urbano de Presidente Prudente. Conseguiu a construção, dos trevos de acesso ao Campus II da Unoeste e à cidade de Álvares Machado (SP) e provocou o planejamento da duplicação da Rodovia Raposo Tavares, de Assis (SP) até Presidente Epitácio (SP). Propôs, e o Tribunal de Justiça incluiu no Projeto de Reforma da Organização Judiciária do Estado, a criação de mais 3 varas para a Comarca de Presidente Prudente – uma delas para feitos referentes ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Liderou luta vitoriosa para que fosse retomado o Plano de Refinamento das Cooperativas Agropecuárias e defendeu com inúmeros pronunciamentos na Tribuna da Assembléia Legislativa, novos incentivos ao Plano Nacional do Álcool.

Agripino- Homem de Coragem e Respeito

O sentimento fraterno que Agripino mantém pela cidade de Presidente Prudente, o levou a pleitear a direção da prefeitura municipal em 2001, sendo eleito para o mandato 2001/2004.Defensor da ordem e respeito à coisa pública, em 2002, barrou uma marcha de 3 mil sem-terras que viriam à Presidente Prudente fazer um mega-protesto ameaçando a segurança e a tranqüilidade da cidade. Foi a primeira autoridade brasileira a enfrentar os líderes do MST como José Rainha Júnior e a denunciá-los por formação de quadrilha e destruição de propriedades particulares. Em 2004, o homem de atitudes firmes e ousadas, foi reeleito com mais de 62.000 votos. Foi o primeiro governante do município a ocupar a prefeitura por três mandatos pelo voto popular. O nome, Agripino de Oliveira Lima Filho, marca o progresso de Presidente Prudente, desde 1972. Adotou o lema do brasão prudentino: “Labor omnia Vincit”, O TRABALHO TUDO VENCE.

Fonte:
Site: http://www.unoeste.br