Aprovada a pré-pauta de reivindicação da Campanha do Setor Químico

A proposta, que será levada para apreciação dos trabalhadores, é
reivindicar o INPC do período mais 2% de aumento real

Iniciada a primeira campanha salarial do setor químico após a Reforma Trabalhista. Dirigentes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) e de Sindicatos filiados, reunidos nesta terça-feira (15/08) em Praia Grande, no Seminário de Negociação Coletiva do Setor Químico, aprovaram a pré-pauta de reivindicação da campanha salarial da categoria 2017: o INPC dos últimos 12 meses, estimado em 2,59%, aumento real de 2%, piso de R$ 1.650,00, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de dois pisos e cartão-alimentação de R$ 160,00. Agora, a pré-pauta será apreciada pelos trabalhadores químicos de todo o Estado de São Paulo. A data-base do setor químico é 1.º de novembro.

Seminário do setor químico1

Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Fabricação de Álcool, Etanol, Bioetanol e Biocombustível de Bauru e Região (Sindquimbru) e secretário-geral da Fequimfar, ressalta que, mais do que nunca, os trabalhadores precisam estar unidos. “Se manter emprego e renda e assegurar direitos trabalhistas já não estava fácil nos últimos anos, agora, com aprovação da Reforma Trabalhista, mais duro ainda será, o que exigirá de nós, trabalhadores e trabalhadoras união e estratégia de luta”, afirma ele, que participou do Seminário juntamente com diretores do Sindicado de Bauru.
Bicalho lembra que a Reforma Trabalhista, que já foi aprovada, apesar de ainda não estar vigorando, traz mais de 300 mudanças na legislação trabalhista operando um verdadeiro ataque aos trabalhadores. “Os trabalhadores e os sindicatos “ganharam o direito” para reduzir salários, garantias, flexibilizar contratos, ampliar ou reduzir jornada… Por isso, é importantíssimo unidade de ação. Estamos na luta por medidas que fortaleçam as estruturas sindicais com o objetivo de equilibrar o processo de negociação coletiva”, completa. Em todo o Estado de São Paulo, são cerca de 150 mil trabalhadores do setor industrial químico e plástico, distribuídos nos segmentos químicos, plástico, petroquímicos, abrasivos, fertilizantes, cosméticos, tintas e vernizes, entre outros.

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