Bairro Corvo Branco

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No começo do século vinte, habitavam o bairro Corvo Branco algumas famílias que viviam em pequenas propriedades agrícolas, muito distanciadas umas das outras. Caboclos, espanhóis e e italianos viviam por alí. À margem esquerda do córrego Corvo Branco, a uns cem metros da atual rodovia Osnny Matheus, residiam dois pequenos sitiantes: João Pavanello e Cerilo Donato. No ano de 1908, mais ou menos, os dois sitiantes idealizaram construir a primeira capela de Santo Antonio naquele bairro. Como eles não tinham muitos recursos, decidiram arrumar um plano para angariar dinheiro para a obra. Por um largo período os dois percorreram o município em busca de doações que pudessem ajudar na construção. Como dinheiro naquela época era muito difícil, o muito que conseguiam eram um tostão, dois ovos, ou, com muita sorte, até uma galinha. Era raro alguém, doar 100 ou 200  reis. Apesar das grandes dificuldades, eles conseguiram edificar a primeira capelinha de Santo Antonio. Muito pequena, é lógico, mas abrigava alguns fieis. Dois ou três anos mais tarde, João Sasso, presidente da Rocinha foi nomeado festeiro e ele conseguiu reformar a antiga igrejinha que serviu aos fieis até que se construísse a atual.

Festas no Corvo Branco

Até o início dos anos 1970, o bairro Corvo Branco era palco de grandes festas. Os festejos de Santo Antonio eram tão tradicionais que traziam gente de toda a região. Não há um só lençoense mais antigo que não se recorde das românticas festas do Corvo Branco. No dia do padroeiro – 13 de junho – uma procissão saia da Matriz  da Piedade, no centro da cidade, e ia até a capela do Corvo Branco. Depois da cerimônia religiosa todo mundo participava da festa que se realizava no entorno da capela. Barracas de churrasco, pasteis, entretenimentos, banda de música, serviço de alto falante e muita gente circulando, contribuíam para o sucesso cada vez maior da festa de Santo Antonio no Corvo Branco. Sabe-se lá por que, decidiu-se não realizar mais as festas naquele pitoresco local. Lógico que com a o aumento do fluxo de veículos na rodovia Osnny Matheus, o perigo de acidentes é uma ameaça constante. A rodovia passa a menos de cem metros da Capela. De toda forma, como disse certo dia durante sua homilia o padre Edison Geraldo Bovo, aquela capelinha precisa ser preservada. “Construam uma outra, modernizem, façam o que bem entenderam, mas preservem essa capela” apelou o padre.

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