Benedito dos Santos (Bem Chinês)

 

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Benedito dos Santos mais conhecido como Bem Chinês, nasceu em Lençóis Paulista no dia 14 de março de 1911. Seus pais foram Joaquim dos Santos e Eliza Faustino dos Santos. Bem Chinês casou-se no dia 27 de setembro de 1947 com a senhora Izabel Elizeu dos Santos e dessa união nasceram os filhos: José dos Santos, casado com a senhora Maria J. Ribeiro dos Santos, de cujo casamento nasceram dois filhos: Nara e Everton, e Francisco Carlos dos Santos, casado com senhora Iraci Terezinha Zagato dos Santos. Dessa união nasceram três filhos: Michela, Hemilin e Igor. Bem Chinês que faleceu em 1999, ao longo de sua carreira dedicou-se às lides de motorista e eletricista. Foi proprietário da oficina São José, destinada a enrolamento de motores elétricos, mas o que mais marcou a vida desse lençoense foi o fato de ele ter se registrado como voluntário na revolução constitucionalista de 1932. Bem Chinês contava que pertencia ao partido M.M.D.C. que era contra o presidente Getúlio Vargas. Relatava ele que daquela revolução participaram muitos outros voluntários lençoenses: Mário Andretto, que pertenceu ao Batalhão “Ibrain Nobre” sob o comando do tenente Pedro Denis de Campos; ele próprio (Benedito dos Santos) que pertencia ao MMDC; Domingos Giovanetti, Alcebíades Canova, Benedicto Machado, Nicola Brandi, Antônio Giovanetti, Francisco Martinês, que pertenceu ao batalhão “Luiz de Queirós”; Lázaro Benedito de Camargo, da Força Pública do Estado, do destacamento local; Antônio de Barros, que pertenceu à 3ª Companhia do Batalhão “Rio Grande do Sul”; Oswaldo de Barros, cabo aviador; Capitão Murray Martins de Carvalho, comandante do 13º Batalhão de Bombada – atuou no rio Itararé e saiu ligeiramente ferido. Bem Chinês dizia ainda que esses cerca de 360 voluntários compunham o “Batalhão Princesa Izabel”. De acordo com os relatos de Chinês, eles partiram com destino à capital do estado, mas antes de chegar em São Paulo, param em Conchal onde havia um quartel com aproximadamente mil homens, todos, segundo Bem Chinês, desprovidos de armas. Nesse local, Chinês se transformou em motorista de um tenente que se dizia chamar Silveira. Ao chegarem em São Paulo, ainda segundo Bem Chinês, eles não tinham mais nenhum armamento e nem dinheiro para voltar para o interior do estado. Tiveram que ficar alojados num quartel improvisado instalado em uma escola do MMDC. Depois foram transferidos para o 1º Batalhão da Policia Militar de São Paulo. Durante uma semana, correram em busca de passe ou de recursos para voltar para o interior e conseguiram uma ordem para viajar. Embarcaram na estação Sorocabana e conseguiram chegar até a cidade e Remédios, próximo à Botucatu, quando o chefe do trem os obrigou a descer. Só no dia seguinte outro trem foi designado para transportar os Pracinhas de 1932 de volta para casa. Em 1982, por ocasião do Cinqüentenário da Revolução Constitucionalista de 32, Bem Chinês foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Lençóis Paulista. (Fonte: Lençóis Paulista, Ontem e Hoje)