Começou pelas cabeceiras

O Patrimônio de Lençóis teve início no espigão entre os rios Prata e Lençóis. Esses relatos estão no livro editado em 1972 pelo jornalista e escritor lençoense Alexandre Chitto.  Segundo consta, em 1887, os poderes públicos ainda se empenhavam  para que a Vila não se desenvolvesse em sentido ao rio Lençóis, pois segundo se acreditava, ele o rio, era pestivo e quem se acometesse de alguma moléstia advinda do rio, jamais seria curado. Naquela época, há poucos metros da rua 15 de Novembro, havia muitas lagoas e nas vazantes havia resíduos de toda espécie e isso preocupava os moradores primitivos deste povoado. Apesar de ser considerado pestivo, o rio atraia grande número de pescadores, que, não mediam sacrifícios, porque, se viam compensados com o produto da pesca. Até 1906,  grandes peixes subiam o rio Lençóis, vindos do Rio Tietê, mas depois dessa data, com a construção da barragem da usina hidrelétrica nas confluências dos dois rios, os peixes de maior porte desapareceram. De toda maneira, a preocupação com as moléstias do rio Lençóis preocupava as autoridades daquela época. Fato é que até uma demarcação às margens do rio fora feita e aquele que não a respeitasse seria, de alguma, forma punido. A demarcação de praças, ruas largos, não podiam ultrapassar os limites preestabelecidos pela prefeitura.  Fato é que o barão de Melo Oliveira acabou adquirindo por 1.220$000,  grande área de terras longe das margens do Rio Lençóis (região onde se encontra hoje o colégio Paulo Zillo) para ali implantar um mercado.