Imigrantes estrangeiros

 

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O município de Lençóis Paulista entrou na fase de seu maior desenvolvimento econômico, com a chegada do imigrante estrangeiro.
No dia 06 de abril de 1889, D. José Magnani solicitava da Câmara um auxílio para as famílias de suas conterrâneos,  que por sua solicitação haviam chagado  a este município. Aceito o pedido,  o Capitão João Antonio Damasceno e Souza fez a indicação que a importância seria de 150$000, metade do salário do advogado da prefeitura , que Ra de 300$000. À medida que reuniam economias, foram adquirindo pequenas possessões,  retalhando o vasto território em inúmeras propriedades.  Não demorou para que o município de lençóis se tornasse policultor Por excelência. Isso ajudou a resistir a crise do café de 1929 e a crise do algodão que veio logo em seguida. A economia do município estava tão sólida que as duas crises foram superadas com um pé nas costas.
Os imigrantes espanhóis e italianos foram os que mais criaram raízes na cidade. Os filhos da península Ibéria se alojaram no bairro fazendinha e os italianos, (lombardos, e vênetos) fixaram-se em núcleos maiores nos bairros Rocinha, Lageado e Cachoerinha. Os artífices toscanos, napolitanos e calabreses, permaneceram na cidade exercendo as profissões de pedreiros, carpinteiros, sapateiros, funileiros, alfaiates, barbeiros, etc.  Muitos deles, mais tarde, migraram para a indústria e comércio.
A colônia síria, representou por longos anos, elevada porcentagem do comércio local.  Por ocasião da guerra ítalo-turca, as duas colônias não se davam muito bem. Surgiam muitos atritos de ordem patriótica. Quando terminou a guerra com a vitória da Itália, muitos imigrantes sírios deixaram o município de Lençóis Paulista.
Por volta de 1918, começaram a chegar os imigrantes japoneses. Eles foram os responsáveis por grande impulso no cultivo de algodão no município.  De toda forma, à época eles representavam apenas um por cento da população da cidade.
Graças à convivência pacífica entre imigrantes e brasileiros, a Câmara de Lençóis enviou ao Governo da Província e dos Estados Unidos do Brasil um ofício em regozijo pelo ato de 15 de dezembro de 1889, que considerava brasileiros, todos os estrangeiros residentes no país. Contudo,  em junho de 1898,  a Câmara  excluía dos direitos eleitorais o estrangeiros que não tivessem aceito a nacionalidade brasileira, entre os quais figurava D. José Magnani, por se ter negado aos pagamentos dos impostos municipais. (fonte: livro 6, página 74, prefeitura de Lençóis)
Fonte: Lençóis Paulista Ontem e Hoje. Foto meramente ilustrativa.