Padre João Amâncio da Costa Novaes

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Natural de Pouso Alegre/MG, padre João Amâncio da Costa Novaes nasceu no dia 27 de novembro de 1922. Seus pais foram: Octacílio Dantas Novaes e D. Maria da Costa Novaes. Concluiu seus primeiro estudos ainda em Pouso Alegre, depois foi estudar na cidade de Maria da Fé, também nas Minas Gerais. Já os cursos Ginasial e o Clássico ele fez em Mariana onde padre João ingressou no Seminário Nossa Senhora Auxiliadora. O noviciado fora feito com os capuchinhos de Taubaté/SP. Mais tarde fez filosofia na cidade de Mococa/SP e teologia com os missionários capuchinhos. Tornou-se frade capuchinho no Ano Santo de 1950, mais precisamente no dia  8 de dezembro, em Piracicaba/SP. Celebrou sua primeira missa em Pouso Alegre com a presença de familiares. Foi organista, professor de canto orfeônico, compondo algumas peças para piano e órgão. Durante dezoito anos tocou órgão na Igreja Imaculada Conceição, em São Paulo. Formou-se e recebeu diploma de jornalismo pela escola Casper Líbero/SP e diplomou-se em curso superior de liturgia, no Rio de Janeiro. Fez versões de livros em francês, italiano e espanhol. Em 1962 foi chamado pelo bispo de Maringá/PR para ajudá-lo nas obras que  pretendia realizar. Para isso, padre João saiu da ordem dos Capuchinhos e ingressou no Clero Secular.
A sua primeira missa como pároco foi na Igreja de São José de Caiuá. Formou com os coroinhas um coro infantil e, para recreação da criançada, organizou um time de futebol dente de leite.
Em 27 de julho de 1969, padre João chegou à Lençóis Paulista para assumir a Paróquia Nossa Senhora da Piedade. Foi empossado pelo Monsenhor Oswaldo Violante. Aqui trabalhou enfrentando todas as dificuldades, apoiado sempre pelos paroquianos e por alguns padres que vinham auxiliá-lo quando necessário.
No seu serviço pastoral, edificou capelas em diversos pontos de Lençóis, com a colaboração decidida da comunidade católica. Pensava construir uma capela em cada bairro, já tendo em mãos as plantas das obras a serem edificadas. As capelas poderiam ser consideradas igrejas, pelo tamanho que apresentavam. Participou ativamente da construção e reforma de igrejas. Reformou e fez pintura da Matriz, adaptando novo serviço de som. Construiu os salões do Cursilho, do PLC, e do Maranatha. Também construiu uma Casa Paroquial, o escritório e o Velório que mais tarde foi transferido para o cemitério. Construiu a Capela de São José, no bairro Fartura. Construiu três barracas para festas no bairro Corvo Branco. Edificou ainda a capela (hoje paróquia) de São Pedro e São Paulo no Núcleo Luiz Zillo; Ergueu a capela (hoje paróquia) de São José no bairro Jardim Ubirama, e a capela Santa Rita de Cássia, na Vila Contente. Reformou ainda as capelas: Capela do Santíssimo, na Igreja Matriz; Nossa Senhora dos Desamparados, no Asilo; Nossa Senhora das Graças, no Lar da Crianças;  São Benedito, na Vila Mamedina; São Miguel Arcanjo, no Cemitério; Capela de São Roque no bairro Bocaina; Capela de Alfredo Guedes e Capela Nossa Senhora da Penha, no bairro Sirene.
Paralelamente à religião, padre Novaes era um ardente apreciador de futebol. Em 1969, fundou a equipe dente de leite do CAL (Clube Atlético Lençoense), o Calzinho. Ele era o mantenedor e técnico da equipe que chegou a ficar mais de cem partidas invicta. Para jogar na sua equipe, os atletas tinham que estar estudando, tirando boas notas e freqüentando as missas por ele celebradas. Nas manhãs de domingo, dezenas de garotos sentavam nos primeiros bancos da Igreja Matriz para que o padre notasse a presença de cada um.
Os seus conhecimentos intelectuais o levaram a conviver com a literatura e tornaram-no Patrono do Museu Literário, anexo à Biblioteca Orígenes Lessa, em 1983. Em 15 de novembro de 1991, a Câmara Municipal lhe redeu grande homenagem, quando outorgou o título de Cidadão Lençoense. Padre João durante anos escreveu crônica no jornal Tribuna Lençoense. Na rádio difusora, sustentou o programa Clarinada de Fé. Em 1995, escreveu o livro: Clave de Sol e Clave de Fá. Padre João Amâncio da Costa Novaes faleceu em Lençóis Paulista, no dia 26 de março de 1996 e seus restos mortais foram trasladados para Minas Gerais, na cidade de Pouso Alegre.