Reunião do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do rio Lençóis acontece dia 8

No próximo dia 02 de agosto, quarta-feira, às 8h, no recinto da Câmara Municipal de Lençóis Paulista, ocorrerá a primeira Reunião Plenária do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do rio Lençóis, criado entre os municípios circunscritos para gerenciar de forma compartilhada a tutela da bacia do rio Lençóis. A Plenária será presidida pelo Prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado de Lima, que é presidente do CGBH-RL. O Conselho Técnico têm se reunido mensalmente com pautas resolutivas e recomendativas no objetivo de estabelecer diretrizes técnicas e legais para a gestão compartilhada da bacia do rio Lençóis. Nesse período, o Conselho formado por profissionais técnicos, representantes das empresas: Zilor, Lwarcel, Lwart, Ambev, Duratex, Lutepel, CETMA, RF Engenharia e Frigol e, das prefeituras dos municípios de Lençóis Paulista, Macatuba, Agudos, Areiópolis e Borebi que formam a bacia hidrográfica, encaminhou à Plenária o texto final de uma Resolução que disciplina a gestão de uso e conservação da bacia hidrográfica, com o objetivo de estabelecer parâmetros técnicos de execuções em períodos críticos de alta incidência de chuvas. Foi desenvolvido um estudo de cotas topográficas fluviométricas do Rio Lençóis com apoio da Zilor e apresentado no Conselho Técnico do CGBH-RL, segundo o trabalho, o Rio Lençóis apresenta uma topografia de fundo plana e sem caída, isto significa que o rio está muito assoreado e precisa passar por um processo de desassoreamento de forma emergencial. Uma das medidas que será encaminhada à Plenária para posteriormente ser aprovada e, despachada ao Ministério Público e demais órgãos, é a redução de volumes úteis de barramentos hídricos no período crítico, que deverá ser executado e fiscalizado pelos órgãos de Defesa Civil dos municípios de maior criticidade. Esse procedimento por sí só, não evita inundações,mas reduz os riscos de eventuais rompimentos de barragens. O resolução também endurece os critérios para construção, reparos e outorgas de barramentos de água, uma vez que, será acertado com os órgãos
ambientais que todos as novas outorgas e reoutorgas serão vinculadas à Resolução Técnica após aprovada pela Plenária. Deverão também os municípios da bacia hidrográfica instituir políticas
municipais de recursos hídricos capazes de promover mecanismos de prevenção, predição e correção de eventuais sinistros ambientais. Nessas políticas, estão inseridas a concepção de um Centro de Monitoramento Climático que deverá ser operado em conjunto com os municípios da bacia. Os riscos de ocorrer novas inundações não são descartados, uma vez que o sistema de drenagem do rio Lençóis está saturado e comprometido, por elevação do fundo e obstruções estruturais, principalmente pelas pontes instaladas no centro de Lençóis Paulista, que estão em sua maioria mal dimensionadas. Há previsão que no próximo período crítico (janeiro), haja um acumulado entre 3.500 e 3.700 mm no âmbito da bacia do rio Lençóis, somente em janeiro de
2017, choveu 3.000mm acumulados nos trinta dias de janeiro em toda a extensão da bacia hidrográfica, nesse período, o sistema ficou no limite e por pouco não houve problemas. No mesmo período de 2016, choveu um acumulado de 4.950mm em toda a extensão da bacia do rio Lençóis, somente em 48 horas, choveu 1.350mm, onde levou ao sinistro da pior inundação da história de Lençóis Paulista. As obras e os procedimentos emergenciais, precisam estar prontos até a segunda quinzena de outubro, quando iniciam-se as torrentes de verão e se estendem até janeiro, quando alcança o ápice das chuvas na região.

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