Sante Antonio Basso e Emma Girolama de Nóbili

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Sante Antonio Basso (Santino) e sua esposa Emma Girolama de Nóbili

O patriarca da Famíla Basso foi SANTE ANTONIO BASSO, que era conhecido e assinava SANTINO. Ele nasceu em San Donà di Piave, Província de Veneza, Itália, em 1º de setembro de 1.879 e faleceu em Lençóis, em 27 de setembro de 1.939. Era filho de Giacinto Basso e de Elisabeta Sartorelli; EMMA GIROLAMA DE NÓBILI também nasceu em San Donà di Piave (Itália) em 19 de janeiro de 1.884 e faleceu em Lençóis em 10 de dezembro de 1.942. Era filha de
Gerolimo De Nobili e de Angela Quintavalli. Eles se casaram em San Donà di Piave, em 25 de fevereiro de 1.905. Sante que era marceneiro/carpinteiro não veio para o Brasil pelo serviço de imigração. Segundo relatos de familiares ele viajou para o Brasil em duas oportunidades, sempre por conta própria. Na primeira vez ele permaneceu uma temporada em terras brasileiras e depois retornou à Itália para cumprir com o Serviço Militar e na Velha Bota casou-se com Emma e o casal gerou os filhos: Mário, Atilio, Bruno, Enzo, Italo, Maria Josephina (Mariquinha), Irene, Rosa, Olga, Rita, Dirce. Giacinto, pai de Sante, era filho único e teve três filhos: Sante, Luis
(pai de Guido Basso), que faleceu em 1.961, e Maria, que casou-se com Antonio Garini e foi fixar residência em S.Paulo. No Brasil, o casal Sante e Emma veio morar em São Manuel, onde nasceram os primeiros filhos Em S.Manuel Sante – ou Santino – trabalhava como carpinteiro/marceneiro, na instalação de madeiramento para telhados, entre outros trabalhos feitos com madeira. Mudaram-se para Lençóis Paulista por volta de 1.918/19 e foram morar na fazenda que posteriormente pertenceu ao sr. Ingvar Aagesen (conhecido como Osma). Ali Sante montou uma serraria, e Posteriormente vieram para a cidade onde moraram, sucessivamente, em duas casas situadas na esquina das ruas 15 de novembro e 9 de julho. Nessa época Sante montou uma serraria para a firma Zillo, Irmãos e Coneglian. Além da serraria, ele tinha uma oficina e construía móveis e instalava madeiramentos nos telhados das casas. Enzo Basso, o caçula dos ilhós homens atualmente com 92 anos, diz que até hoje existe telhado feito por ele, aos fundos do atual Escritório Zillo.
Sante e Emma tiveram 14 filhos, sendo que dois faleceram precocemente.
Sobreviveram 6 homens (que são os 6 irmãos da fábrica de cadeiras) e 6
mulheres. Restam vivos Enzo, com 94 anos e Olga, com 91 anos.

Os filhos são:Luiz, Mário, Atilio, Bruno, Enzo, Italo, Maria Josephina (Mariquinha), Irene, Rosa, Olga, Rita, Dirce. Os seis primeiros eram os 6 irmãos Basso, da Fábrica de Cadeiras.

Imagens informações cedidos por Onilande Santino Basso e Luiz Santino Perantoni

Irmãos Basso na Fábrica de Cadeiras

O cuidado para não pegar fogo era extremado, tanto que nunca aconteceu. Todos os dias a energia era desligada e quando aparecia algum visitante fumante, os proprietários ficavam de olho e cuidavam de pisar na bituca do cigarro jogada no chão. A energia elétrica era desligada todos os dias e era curiosa a expressão utilizada por Atílio Basso: Para desligar, ele falava para algum dos irmãos: “desbritua” lá.
A madeira era buscada na zona rural, muitas vezes a mais de 40 quilômetros da cidade. Era o Gino o motorista do caminhão que ia buscar a madeira juntamente com os irmãos Mário, Bruno e Atílio, sendo que muitas vezes foi preciso criar trilhas e pontes para a passagem do caminhão. Nelson, o filho de Gino também era motorista e ficou nessa função até seu trágico falecimento em acidente de veículo em que ele era passageiro e ia com amigos a uma pescaria. Os seis irmãos Basso tinham por características a solidariedade entre si, o espírito de família e o amor à fábrica de cadeiras. Terminava o trabalho do dia, ninguém ia logo embora. Ficavam lá conversando e tomando aperitivos. Também nos domingos e feriados, incluídos Natal, 1º de ano e Páscoa, todos iam à fábrica de manhã e ficavam conversando e tomando aperitivos. Amigos compareciam e compartilhavam disso.