Segunda funcionária acusada de agredir crianças em creche é apresentada e presa em Botucatu

Na manhã desta quinta-feira (13) a segunda funcionária acusada de agressão contra crianças em uma creche em Itatinga (SP) foi apresentada pelo seu advogado, Julio Fogaça, na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e em seguida presa no centro de detenção provisória de Pirajuí. A agressão aconteceu na quarta-feira da semana passada e teve as imagens das câmeras de monitoramento divulgadas dois dias depois em uma rede social. Nas gravações, uma das funcionárias aparece jogando colchões em cima das crianças de 2 e 3 anos e depois dá tapas em algumas delas. Quando um menino beija outra criança à força, elas não intervém.
Depois do caso vir à tona, a promotoria e a Polícia Civil pediram a prisão das duas que foram autorizadas pela justiça.
A Prefeitura da cidade informou que abriu processo administrativo para apurar o caso, e deverá haver uma punição.
A primeira mulher foi presa na noite de terça-feira (11) na casa de um filho na região do Jd. Monte Mor, em Botucatu, durante buscas da Força Tática da PM com base em troca de informações com a Delegacia de Itatinga.
Uma mãe disse que havia denunciado o caso há um ano, mas a apuração não prosperou, sendo que o secretário de educação da época disse que a troca de governo por várias vezes atrapalhou que o caso fosse devidamente apurado. Ela falou em a TV Tem.
Enquanto estão presas, as funcionárias aguardam julgamento pelo foro de Itatinga.
A defesa da primeira mulher presa disse que vai pedir a sua liberdade. Segundo o advogado Marco Aurelio Capeli Zanin, sua cliente sempre teve um bom histórico e nunca tinha enfrentado reclamções desse tipo.
O caso continua sendo apurado pela polícia com base nas imagens, busca de mais gravações e os depoimentos dos 20 pais à polícia.

NOVAS IMAGENS

Gravações exibidas pela TV Tem nesta quinta-feira (13) mostram que a funcionária que foi presa primeiro também também foi flagrada praticando outras agressões na creche. Ela aparece nessas novas imagens agredindo as crianças com cabo de vassoura e depois jogando as crianças no colchão. O dia da gravação seria o mesmo do que veio à tona na sexta-feira passada.

ADVOGADO

Ontem o advogado Julio Fogaça que representa a segunda funcionária presa ontem disse que respeita a decisão da justiça, mas considera a mesma exagerada, citando ainda que a sua cliente não parece nas imagens agredindo as crianças. Ele disse que trabalha há 7 anos na creche e sempre foi alogiada pelos pais, sem qualquer advertência da prefeitura.
“Como ela aparece nas imagens, mas não aparece agredindo as crianças, a prisão é desnecessária. Ela não oferece nenhum risco e está disposta a responder o processo em toda a sua extensão. Houve precipitação da justiça em determinar a prisão preventiva”, disse Fogaça ao site Agência14News.
Ele diz que sua cliente não interveio nas agressões praticadas pela outra funcionária porque elas cuidam de 30 crianças em apenas duas pessoas. Fogaça ainda destacou que elas são serviços gerais, mas foram colocadas na função de cuidadoras. “Estão em desvio de função desde entraram na prefeitura. Devido às funções uma não tem tempo de ver o que a outra está fazendo. Em nenhum momento a minha cliente assiste a agressão.O que não pode é no momento momento condená-las sem o julgamento”, disse o advogado.
Fogaça diz que nova lei de 2016 prevê que as mulheres que tem filhos menores de 12 anos e no caso sua cliente tem uma de 6, então pode-se cumprir a prisão preventiva no regime domiciliar. (Do Agência14News e FM Integração)

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