Absurdos Engraçados

Numa pequena cidade do interior havia um assessor do prefeito que gostava de viajar. Quase todas as semanas,  com carro oficial e motorista particular, ele visitava as secretarias na Capital do Estado.  O cansativo vai e vem não lhe permitia, em hipótese alguma, perder tempo. Sua agenda era cuidadosamente observada e cumprida. Certa vez, no centro velho de São Paulo, o veículo  com o qual viajava, apresentou defeito, empacou e não quis mais andar. Ele disse ao motorista que tomaria um avião e desembarcaria no aeroporto de uma cidade que ficava cerca de 50  quilômetros distante da sua. E assim se fez.  Embarcou em São Paulo com destino ao interior e o motorista se incumbiu de consertar o veículo e depois, se mandar para sua cidade de origem. Carro reparado, abastecido e tudo mais, o profissional do volante colocou o bicho na estrada e meteu o pé na tábua. Quatro horas mais tarde estava ele no pátio da  prefeitura quando alguém lhe pediu para que fosse buscar o assessor que estava aguardando no aeroporto da cidade vizinha. Moral da história: a viagem ficou mais longa, cansativa e dispendiosa. Se o cara tivesse esperado consertar o carro, teria chegado antes e economizado uma viagem de avião. Noutra ocasião, dois comerciantes, cujos estabelecimentos eram bem próximos um do outro,  compraram um serrote cada. O tempo passou e nenhum dos dois utilizou a ferramenta. Um dia, um deles querendo serrar um pedaço de madeira, determinou que um funcionário fosse pedir emprestado o serrote do outro. Minutos mais tarde  o funcionário voltou e disse ao patrão que não conseguiram encontrar a ferramenta. Resignado, o primeiro mandou essa: “..não faz mal, usa o nosso mesmo”. Moral dessa estorinha… A idéia era economizar serrote. Nos anos 90, um “assessor” que era muito puxa-saco do prefeito da época, foi despedido do cargo porque não sabia ler e escrever. Tentou de todas as formas demover a ideia do alcaide, mas não teve jeito, foi pra rua mesmo. Passado algum tempo veio a campanha para governador do Estado e o prefeito foi até a casa de seu ex-auxiliar para pedir-lhe o voto. “Gostaria que você, que sempre foi meu fiel escudeiro, votasse neste meu candidato..”. O ex-assessor não perdeu a oportunidade de se vingar: “Ora, se por causa da minha falta de leitura perdi meu emprego, não vou conseguir ler o nome desse seu amigo que é candidato”, defendeu-se.

::.. Benedicto Blanco é jornalista,  administrador do site Lençóis Notícias e membro da Academia Literária Lençoense (ALL).

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