Curiosidades e Mistérios

Muita gente diz que há muitos mistérios entre o céu e a terra. Particularmente  não acredito em tudo, contudo,  não duvido de nada.  Só para ornamentar meu texto, vou citar alguns casos interessantes. Há muitos anos, no alto da Avenida 9 de Julho, próximo a um famoso clube, aconteceu uma chuva de cacos de tijolos assustando  moradores da região e noutra ocasião choveu pedaços de carne, e segundo quem presenciou, era de origem bovina.  Além de episódios estranhos e inexplicáveis como esses, em todas as partes sempre houve (e acho que ainda há) aquelas pessoas que entendiam de tudo e nas horas vagas até benziam, curavam e confortavam aqueles que as procurassem. Um senhora de pouco mais de 60 anos, vivia a olhar para o céu e, quando formava uma nuvem de chuva que ela julgasse ameaçadora, fazia um trabalho com um rosário e a nuvem se dispersava rapidamente. Às margens de um rio havia um rancho e as pessoas adoravam passar os finais de semana no local. Acontece que naquele aprazível  recanto, havia muitas cobras peçonhentas que afugentavam os frequentadores. O dono da propriedade, caboclo simples e simpático, dava umas voltas pelas cercanias e garantia que as serpentes não se aproximariam do lugar enquanto o pessoal estivesse ali acampado. O que ele fazia, nunca se soube. Um dia uma cobra de pequeno porte apareceu e ao invés de matá-la, o matuto deu três nós num cinto de couro e a cobra permaneceu estática durante  horas, para depois desaparecer no mato. Quando a estiagem era demasiadamente longa, rezadeiras se reuniam e em procissão levavam água aos pés de alguma cruz fincada nos arredores da cidade. No percurso, sob sol escaldante, mulheres e crianças entoavam hinos e rezavam para que a chuva viesse o mais depressa possível. Não se sabe se as cantigas e rezas tinham eficácia, mas uma coisa era certa: em dois ou três dias as águas marcavam presença. Nos anos 50 do século passado, um sitiante da região viu sua lavora de hortaliças ameaçada pelos gafanhotos. Sem saber o que fazer, foi aconselhado  a procurar um benzedor que só não “fazia chover”. O homem foi até o sítio de seu cliente fez um “trabalho pesado” e os bichos desapareceram. Alguém já viu curar dor de dente por meio de benzimento? Pois é! Eu já testemunhei isso. Um cidadão muito conhecido na cidade, carpinteiro competente e famoso, vivia atendendo gente com dor de dente. E olha que os “pacientes” juravam que a dor passava na hora. Pois bem, a maioria não acredita nessas histórias malucas que eu conto, mas elas são verdadeiras.  Juro!

Pensamento

“A mais cruel das prisões é aquela decretada por algum vício”  BB

::.. Benedicto Blanco é jornalista,  administrador do site Lençóis Notícias e membro da Academia Literária Lençoense.

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