Estiagem faz com que Conselho Técnico do CGBH-RL de explicações à população

O sistema de monitoramento das variáveis monitoradas na bacia do rio Lençóis tem detectando um déficit de 275 mm, isto significa que a recarga de drenagem no ponto de monitoramento na final da bacia hidrográfica está muito aquém do esperado. O sistema de monitoramento da bacia do rio Lençóis implantado e acompanhado desde o final de 2016 pelo CGBH-RL aponta para um problema contrário ao habitual de excessos de chuvas.

Os municípios de Agudos e Borebi são os mais atingidos pela falta de recarga da bacia hidrográfica, alguns pequenos afluentes secundários nos dois municípios estão praticamente sem águas. O que está mantendo a vazão ambiental de segurança do rio Lençóis são alguns ribeirões que conseguem manter essa vazão mínima de segurança: ribeirões Faxinal, Prata, Barra Grande e Fartura em Lençóis Paulista e o Ribeirão Paraíso de São Manuel. Não chove na bacia do rio Lençóis há 43 dias, e mesmo nessa última chuva, não houve recarga mínima da bacia hidrográfica. O Comitê Gestor da Bacia do Rio Lençóis está monitorando diariamente esse problema e já emitiu recomendações técnicas às empresas da bacia hidrográfica para redobrarem a atenção com os lançamentos de efluentes tratados apenas por cautela.

Se o rio estiver com a vazão ambiental muito aquém de sua capacidade de depuração, em decorrência da diminuição de oxigênio dissolvido na água pode acarretar eventuais distúrbios ambientais.

“A vazão ambiental do rio Lençóis na final da bacia hidrográfica está oscilando na casa dos 14%, considerado muito baixo para a vazão nominal do rio Lençóis, que é de 40.000m3/h, e em épocas de grande pluviosidade chega drenar 200.000m3/h em alta carga de drenagem. No dia 21 de julho de 2018, foi registrado a menor vazão dos últimos 30 anos na bacia do rio Lençóis, chegando a 11% do volume nominal”, explica Sidney Aguiar, Presidente do Conselho Técnico do CGBH-RL. Esse déficit pluviométrico superou os índices da década de 1980 e 2014, quando tivemos dois registros moderados de secas na bacia do rio Lençóis.

Caso seja extremamente necessário, poderá ser acionado um contingenciamento de volumes extras estocados em oito grandes reservatórios, que nos períodos de alta pluviosidade são utilizados para contenção e que se encontram cheios para eventualmente, se necessário, aliviar essa situação de alerta de baixa vazão, mas isso só será utilizado em situações extremas que hajam riscos iminentes de comprometimento da vazão ambiental ficar mais crítica.

A Pequena Central Hidroelétrica Lençóis, localizada entre os municípios de Macatuba e Igaraçu do Tietê reduziu as operações de geração de energia elétrica em decorrência da falta de água do rio Lençóis e para garantir a vazão mínima na jusante da bacia hidrográfica.

Se no mês de agosto não tiver chuvas acima de 30 mm para uma recarga de volume considerada média da bacia hidrográfica, a situação vai ficar mais crítica, poderemos ter situações de distúrbios ambientais de moderadas para graves.

Segundo o prefeito de Lençóis Paulista e presidente do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis, Anderson Prado, o sistema de abastecimento de água de Lençóis Paulista está sob controle, os estoques de água bruta estão sendo monitorados e até o presente não oferece riscos pois, além do Rio Lençóis, a cidade é abastecida por águas profundas do Aquífero Guarani e, recentemente, liberamos a operação de mais um poço profundo que está contribuindo para o abastecimento da linha hídrica Itamaraty-Caju.

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