Exigência do diploma de jornalista pode ser um dos remédios contra as Fake news

PEC aprovada por ampla maioria no Senado em 2009 propõe exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, mas ainda depende de votação na Câmara dos Deputados

Para o ano de 2020, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal continuarão diante do desafio de encontrar remédio para as Fake News, fenômeno que não é novo  no ambiente da comunicação de massa, mas que ganhou corpulência com o advento das redes sociais e o fim a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

O cenário atualmente é de anarquia geral, um efeito direto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ao tornar desnecessária a exigência do diploma. Tudo  tende a se agravar com as mais recentes Medidas Provisórias do presidente Jair Bolsonaro, que praticamente extingue várias profissões, entre elas a de  jornalistas.

Sindicatos da categoria também têm uma cota de contribuição neste fenômeno, porque alguns estabeleceram balcões de negócios para comercializar registros  profissionais.

O jornalismo tornou-se terra de Malboro. Está contaminado pela promiscuidade desenfreada, porque as facilidades permitem que figuras inescrupulosas passem a criar páginas na internet como meio de “pistolagem editorial”, promovendo verdadeiros assassinatos de reputação. Não que a imprensa tradicional já não operasse com esse tipo de expediente, haja vista jornais e outros veículos de comunicação que sobreviveram durante toda  sua existência vendendo o silêncio diante de mazelas ou achacando escancaradamente anunciantes. Mas neste caso, era fácil identificar as digitais do
criminoso, o que não acontece com atual nível de banalização a partir da decisão do STF.

Em 2009, o Senado aprovou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 33/2009) que retoma a exigência do diploma para o exercício da profissão. A proposta  aprova por ampla maioria, 60 votos a 4, aguarda uma posição da Câmara Federal, onde tramita como PEC 206/12.

É possível que no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as Fake News, os parlamentares reforcem a exigência e proponham  mecanismos ainda mais rígidos, além da exigência do diploma de formação no curso de jornalismo, para conter esta praga que surge como efeito colateral da  pós-verdade. – Fonte: VIU!

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