Fequimfar e Sindicato dos Trabalhadores Químicos de Bauru orientam empresas sobre necessidade do lockdown

A pandemia de Covid-19 no Brasil já ultrapassou a média de 2 mil mortes por dia e aproxima da marca de 300 mil óbitos

 

Considerando a grave situação da saúde pública e a urgência de frear o contágio pelo novo coronavírus, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) e seus sindicatos filiados, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Fabricação de Álcool, Etanol, Bioetanol e Biocombustível de Bauru e Região (Sindquimbru), enviaram carta aos representantes patronais, bem como às empresas dos setores representados, propondo a participação no manifesto de “lockdown”, no dia 24 de março, nesta quarta-feira. O documento destaca a importância de, no dia 24 de março, os trabalhadores permanecerem em suas residências, evitando a circulação, no intuito de conter a pandemia e fortalecer os protestos em defesa da vida, por vacinas já, auxílio emergencial de R$ 600,00 manutenção e geração de empregos.

“O fato é que a ausência de um comando central por parte do governo federal fez com que os resultados não fossem os minimamente esperados pela população, tanto no que diz respeito à saúde pública, quanto às medidas de proteção econômica. Portanto, ‘lockdown da classe trabalhadora’ pretende chamar a atenção das autoridades competentes sobre a necessidade de agilidade para obtenção das vacinas para todos, retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600,00 em defesa da manutenção e geração de empregos”, afirma Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente da Fequimfar e 1.º secretário da Força Sindical.

Sindquimbru enviou a carta às empresas de sua base, de Bauru e região, entre ontem e hoje (23/03/2021). A expectativa ao propor o lockdown da classe trabalhado neste 24 de março é somar forças com outros setores na cobrança de agilidade na vacinação e para todos, explica Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato e secretário-geral da Fequimfar. “Estamos no maior colapso sanitário da história do Brasil. Vários municípios, inclusive da região, estão adotando lockdown na tentativa de conter a pandemia. Mas precisamos que governo federal, governo estadual e prefeituras atuem de forma conjunta com o mesmo objetivo, cada um fazendo a parte que lhe cabe. Precisamos frear a pandemia e o número de mortes para que a economia possa retomar seu curso e, consequentemente, o cidadão voltar à normalidade da sua vida”, afirma.

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