Jovem é condenado a 22 anos de prisão por matar e queimar corpo de homem com gasolina

Local onde o corpo foi encontrado

Guilherme Carducci foi considerado culpado e recebeu pena de 22 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do estoquista de 39 anos. Sessão do júri popular durou três horas. O morador de Lençóis Paulista (SP) Guilherme Henrique Carducci foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão em regime fechado por matar e queimar o corpo de um homem de 39 anos, em 2017. O júri popular foi realizado nesta terça-feira (6) na Câmara de Vereadores de Lençóis Paulista, já que prédio do Fórum está em reforma. Esta foi a primeira vez que o Legislativo cedeu o espaço para um júri popular. Segundo a acusação do Ministério Público, Guilherme Carducci matou Vagner Furtado de Moura porque não queria que ninguém soubesse que os dois mantinham relações sexuais. O jovem, que à época do crime tinha 22 anos, foi condenado por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, de forma cruel e por dissimulação, ou seja, por atrair a vítima para o local do crime de maneira premeditada. O julgamento durou apenas três horas porque nenhuma testemunha foi chamada e apenas o acusado foi ouvido. Guilherme já estava preso desde março de 2017, por dois anos e cinco meses, e vai cumprir o restante na pena em um presídio da região.

O crime

Em janeiro de 2017, o estoquista Vagner Furtado ficou dois dias desaparecido até o corpo dele ser encontrado próximo ao Rio Faxinal com marcas de agressão e queimadura. Segundo a investigação da Polícia Civil, Guilherme atraiu Vagner para uma área afastada da cidade e, depois de agredi-lo, ateou fogo ao corpo quando a vítima ainda estava viva. A causa da morte foi asfixia pela fumaça. Carducci foi preso quatro dias após o encontro do corpo. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito confessou que matou a vítima depois de pisar em seu pescoço. Na ocasião, o jovem alegou à polícia que a vítima era apaixonada por ele e o perseguia, insistindo em um relacionamento que, segundo ele, nunca existiu. No julgamento desta terça-feira, porém, Carducci admitiu que em seu depoimento que mantinha um relacionamento com a vítima e que saiu com Vagner pelo menos três vezes. Ainda de acordo com a investigação, Carducci ainda teria ido até um posto de combustíveis para comprar gasolina com a qual ateou fogo no corpo de Vagner. Câmeras de segurança do posto flagraram o suspeito comprando combustível. (Colaboração Paulo Franco)

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