Morre João Mulato, ícone da música sertaneja

Sertanejo de 70 anos tratava de um câncer e morreu na manhã desta segunda-feira (20)

Na manhã desta segunda-feira (20) morreu no hospital Estadual de Bauru Wilson Leôncio de Melo, conhecido nacionalmente como João Mulato. O violeiro estava internado para tratamento de um câncer descoberto a menos de um ano.
João Mulato era natural de Passos (MG), mas morava em Bauru há 12 anos, no Parque Paulistano. De acordo com Daniella da Silva Leôncio de Melo, 34 anos, filha do cantor, ultimamente ele nem tocar conseguia mais.
Considerado um Ícone da música sertaneja raiz e conhecido por ser o primeiro violeiro canhoto a inverter a sequência das notas na viola caipira, João Mulato começou a sua carreira em 1970, ao lado de Domingos Miguel dos Santos, o Bambico, seu primeiro parceiro. Com Bambico, João Mulato foi o primeiro a gravar “Meu Reino Encantado” que, anos mais tarde, também faria sucesso com Daniel. João Mulato então formou dupla com Douradinho, outro êxito. “Ao Mestre Com Carinho”, “Tempo de Infância”, “A Última Viagem” e “Violeiro Sem Viola” são algumas das músicas gravadas pelos dois. João Mulato tocou ao lado de outros grandes nomes como Tião Carreiro, Tonico & Tinoco, Pardinho e Paraíso. Com Pardinho e Paraíso também chegou a formar dupla.
Suas últimas gravações voltaram a ser ao lado de parceiro que adotou o nome Douradinho, dando continuidade ao legado da dupla que acumulou mais de 30 anos de carreira. Com Douradinho, aliás, lançou os últimos álbuns: “Tudo a ver”, em 2012, e “Nos Pés da Mulher que eu Amo”, e 2014.

Morte do violeiro consternou sertanejos locais

A morte de João Mulato consternou profundamente os apaixonados pela música sertaneja de Lençóis Paulista. O violeiro que morava na vizinha Bauru, visitava com frequência  os amigos lençoenses. Ao longo de sua vitoriosa carreira ele fez vastos círculos de amizades, sobretudo com aqueles que são apaixonados pela viola caipira.  O passamento de João Mulato deixou enlutada a classe sertaneja de Lençóis Paulista.

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