Respeitando três regras, diabético vive bem e por mais tempo

Tomar medicação indicada, praticar atividade física e fazer reeducação alimentar são fundamentais para lidar com a doença

A diabetes é silenciosa. A doença, que é crônica, pode aumentar a glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, pode levar à morte. A boa notícia é que atualmente, há uma vasta gama de medicamentos para controlar a doença e, respeitando quatro regras, o diabético vive bem e por muito tempo. Para isso, ele precisa, além de entender a doença, tomar o remédio indicado pelo médico, praticar atividade física e fazer reeducação alimentar. No Dia Mundial da Diabetes, 14 de novembro, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) aproveita para conscientizar sobre a importância de manter o tratamento e levar uma vida saudável.

No Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população, de acordo com a SBD. E esse número está crescendo. O cardiologista Alessandro de Poli, do Grupo São Francisco, que faz parte do Sistema Hapvida, explica que é possível viver bem com a doença, mas que não basta ao paciente tomar a medicação. “Precisa tomar o remédio, fazer o controle da alimentação e praticar atividade física. É um tripé. A diabetes está associada a fatores de hábitos de vida não saudáveis, à obesidade e ao sedentarismo”, frisa. Ele lembra que há diabetes causada por fatores genéticos, mas a maioria dos casos é resultado da forma que a pessoa leva a sua vida, por ela ter sobrecarregado o fígado que, com o tempo, reduz a produção de insulina.

Atualmente, há uma grande quantidade de remédios para controlar a diabetes e de alimentos que permitem ao paciente levar uma vida normal. “Mas o paciente precisa querer. Ele não pode apostar todas as suas fichas no remédio e abandonar a orientação médica de controle alimentar e de praticar atividade física. Recomendamos alimentos de baixo índice glicêmico, como os cereais integrais. O diabético pode sim comer carboidrato, como arroz, raízes e frutas. Mas tudo tem que ser equilibrado. O problema é a quantidade excessiva. Equilíbrio é o mais importante. E, claro, não pode doce e bebida alcoólica”, orienta Alessandro de Poli.

A atividade física, outro pilar do tratamento para a diabetes, pode ser uma caminhada três vezes por semana com cerca de uma hora de duração. “O diabético, se não gosta, não precisa frequentar academia. A caminhada regular ajuda muito. E é democrática: pode ser feita a qualquer horário, em qualquer lugar onde a pessoa esteja e não tem custo”, enumera Alessandro Poli. E o mais importante: o paciente não pode abandonar o tratamento porque não está sentindo sintomas. “A doença é silenciosa e o paciente que abandona o tratamento pode só perceber a gravidade quando já estiver com uma complicação séria”, alerta o cardiologista.

O que é a doença

Diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto – hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,5 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde e Medical, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 35 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 43 hospitais, 191 clínicas médicas, 43 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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