WhatsApp: O aplicativo mais usado do Brasil

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04/07/2016 – Gabriella Fiszmanpor. Com 100 milhões de usuários, o WhatsApp se tornou o aplicativo de celular mais usado do Brasil. Desde o seu lançamento, em 2009, o mensageiro vem ganhando novas funcionalidades e conquistando o brasileiro. Entre as novidades recentes estão a criptografia ponta a ponta e as respostas para mensagens em grupos. Algumas dúvidas frequentes sobre o app, porém, permanecem. Por exemplo: como o WhatsApp ganha dinheiro? Como funciona a segurança das fotos e vídeos? Pensando nisso, o TechTudo reuniu tudo o que você precisa saber sobre o queridinho dos brasileiros. Apesar de parecer óbvio para quem tem fluência no inglês, parte da população não sabe a origem da palavra WhatsApp. O nome é a junção do termo “What’s up?”, que significa algo como “o que está havendo?” ou “o que está rolando?”. Além disso, para escolher o nome do programa, eles aproveitaram a sonoridade da palavra “app”, que soa similar a “up” (para cima) e é a abreviação de “application program” (aplicativo).

A expressão “What’s up?” é muito utilizada pelos norte-americanos, como uma maneira informal de se comunicar com outras pessoas, podendo ainda ser escrita das seguintes formas: wassup, what up, waz up, wazzup, whassup e swa’up, entre outras maneiras. O termo “What’s up” se popularizou em 1940, com o desenho animado Bugs Bunny, conhecido no Brasil como Pernalonga. O personagem usava um famoso bordão em que dizia ”Eh… What’s Up, Doc?”, que em português foi traduzido como “Eh… o que é que há, velhinho?”). Apesar do trocadilho com a expressão americana, no Brasil o mais comum é falar o nome do mensageiro como se escreve, sendo algo semelhante a “Uátzap”. Há ainda quem diga “ZapZap”, que acabou se tornando outro comunicador que funciona com a tecnologia de um rival do WhatsApp, o Telegram.

O Facebookcomprou o WhatsApp em fevereiro de 2014 por aproximadamente US$ 19 bilhões. Nove meses depois, o app já havia gerado uma receita de US$ 1,3 milhão. De onde vem esse dinheiro? A resposta mais lógica seria a publicidade, porém o WhatsApp é fundamentalmente contra a exibição de anúncios. Em 2013, antes de pertencer ao Facebook, a empresa mudou sua política de cobrança e tornou o aplicativo gratuito por um ano, mas depois sujeito a uma taxa anual de R$ 2,32 (US$ 0,99). A medida foi tomada para que o app pudesse funcionar sem que fosse preciso implementar anúncios na plataforma. Porém, em janeiro deste ano, um dos criadores e presidente-executivo do aplicativo, Jan Koum, afirmou que esta taxa vai deixar de existir.

“Conforme crescemos, descobrimos que essa abordagem não funcionou bem. Muitos usuários do WhatsApp não têm cartão de débito ou crédito e ficavam preocupados em perder acesso a seus amigos e família após seu primeiro ano”, disse Koum. “Nós não queremos que ninguém tenha sua comunicação cortada por causa de um problema de cartão de crédito”, disse o ucraniano. Koum explicou que o app continuará evitando publicidade e spam, mas buscará um modelo de negócio para conectar pessoas e empresas. “Começando este ano, nós iremos testar ferramentas que permitam usar o WhatsApp para se comunicar com empresas e organizações. Isso pode significar falar com seus banco sobre se uma transação recente é fraudulenta ou com uma empresa aérea sobre um voo atrasado”, explicou.

No início de 2015, o juiz Luiz Moura Correia, da Justiça do Piauí, determinou a suspensão temporária do WhatsApp em todo o Brasil. A decisão foi tomada após o aplicativo se recusar a dar informações sobre um inquérito policial que investigava um crime de pedofilia ocorrido em Teresina, capital piauiense. Porém, a decisão foi logo derrubada. Depois disso, no final do mesmo ano, uma nova ordem judicial determinou o bloqueio do aplicativo por um período de 48 horas. O autor da ação não foi identificado. No entanto, as operadoras estimaram que se tratava novamente de uma investigação policial. O serviço foi restabelecido 12 horas após o bloqueio.
Em maio deste ano, o aplicativo voltou a ser suspenso no Brasil por 72 horas, por uma ordem da justiça. a medida ocorreu após a Justiça solicitar o compartilhamento de informações para uma investigação criminal, que foi recusada pelo Facebook.

O WhatsApp usa três elementos para mostrar o status de uma mensagem. Quando ela está apenas com um tique cinza, isso significa que aquele texto, foto ou vídeo foi enviado para os servidores do aplicativo. Quando está com dois tiques cinza, significa que a mensagem já chegou ao destinatário, mas ainda não foi lida. E, por fim, quando a conversa está com dois tiques azuis, é porque o contato visualizou a mensagem.

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Atualização do WhatsApp permite ver confirmação de leitura na tela

Além disso, se o usuário que enviou a mensagem pressionar a mensagem com os dedos e arrasta-la para o lado esquerdo, conseguirá visualizar a hora que a mensagem foi entregue e o momento exato que o contato leu. No caso das mensagens de grupo, é um pouco diferente, pois os dois tiques somente irão aparecer quando todos os contatos lerem a mensagem. Em abril deste ano, o WhatsApp adotou uma nova forma de proteção das mensagens enviadas entre os usuários: a criptografia de ponta-a-ponta.
A criptografia é um conjunto de técnicas para esconder informação de acesso não autorizado. O objetivo do recurso é transformar um conjunto de informação legível, como um e-mail, por exemplo, em um emaranhado de caracteres impossível de serem compreendidos.

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WhatsApp informa em grupos e chats individuais sobre mensagens criptografadas

Já no caso do WhatsApp, a criptografia de ponta-a-ponta assegura que somente você e a pessoa com que você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp. Segundo a empresa do mensageiro, com o recurso, as suas mensagens estão seguras com um cadeado e somente você e a pessoa que as recebe possuem a chave especial necessária para destrancá-lo e ler a mensagem. Além disso, cada mensagem que você envia tem um cadeado e uma chave.
Todo o processo acontece automaticamente, isto é, não é necessário ativar configurações ou estabelecer conversas secretas especiais para garantir a segurança de suas mensagens. Portanto, vale lembrar a criptografia está sempre ativada no mensageiro, porém, todos os envolvidos precisam estar usando a versão mais recente do WhatsApp. Não há nenhuma forma de desativar o recurso de criptografia.

O que é criptografia?

Por Pedro Pisa, 2012 – A criptografia é um conjunto de técnicas para esconder informação de acesso não autorizado. O objetivo da criptografia é transformar um conjunto de informação legível, como um e-mail, por exemplo, em um emaranhado de caracteres impossível de ser compreendido. O conceito chave é que apenas quem tem a chave de decriptação seja capaz de recuperar o e-mail em formato legível. Mesmo conhecendo todo o processo para esconder e recuperar os dados, a pessoa não autorizada não consegue descobrir a informação sem a chave de decriptação.

O Código de César é um dos métodos de criptografia mais antigos que se tem notícia. Seu funcionamento era básico, deslocando as letras do alfabeto de acordo com a chave. Assim, se a chave era 3, como na imagem abaixo, transformava-se a letra B em E, a letra A virava D e assim sucessivamente. Esse código, no entanto, é extremamente inseguro, pois existem apenas 26 variações possíveis, dado que o alfabeto tem 26 letras

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Código de César com chave de 3 unidades

Como uma forma de aumentar a segurança do Código de César, propôs-se uma criptografia baseada na permutação. Com a permutação, a chave de encriptação é uma tabela de mapeamento das letras. Dessa forma, aumentou-se de 26 possibilidades de senha para 26! (26 fatorial), que é muito maior. No entanto, algumas técnicas de análise permitem a descoberta da mensagem, pois as letras em um idioma possuem frequências diferentes. Por exemplo, sabe-se que em um texto em inglês, a letra E é a letra que mais aparece, na média. Outras letras como X e U aparecem com menor frequência. Essa técnica reduz consideravelmente a segurança da permutação.

Muito se evoluiu desde os códigos de encriptação usados na antiguidade até os dias de hoje. No entanto, até a década de 1970, um conceito se manteve firme entre os diversos métodos propostos. A mesma chave era usada para esconder e para revelar os dados. É o que chamamos de criptografia simétrica.
Com a evolução desse paradigma de criptografia ao longo dos séculos, hoje temos mecanismos seguros e eficientes, como o 3DES (Triple Data Encryption Standard) e o AES (Advanced Encryption Standard) , que são os algoritmos base para os protocolos usados.

Atualmente, os dois protocolos mais usados para proteção de dados na Internet, o SSL (Secure Sockets Layer) e o TLS (Transport Layer Security) utilizam a criptografia simétrica para proteger os dados transmitidos e armazenados. No entanto, a criptografia simétrica possui um desafio conceitual importante e impossível de ser resolvido. Como combinar uma chave secreta entre duas pessoas que querem se comunicar através da Internet? Essa pergunta não teve solução até a década de 1970 e não foi na criptografia simétrica que a solução foi encontrada.

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Esquema de funcionamento da criptografia simétrica

A solução foi dada pela criptografia assimétrica, na qual utiliza-se duas chaves distintas, mas que se complementam. Por essa propriedade, dá-se o nome de par de chaves, que é composto pela chave pública e pela chave privada. A chave pública é liberada para todos que desejam se comunicar com o emissor da chave enquanto a chave privada fica em poder de quem a emitiu.

Dessa forma, por exemplo, se Alice deseja enviar um e-mail para Bob, ela deve obter a chave pública de Bob, encriptar o e-mail com essa chave. Quando Bob receber o e-mail, ele deve decriptar com a sua chave privada e obter a mensagem de Alice. Repare que, com essa técnica, apenas Bob poderá obter a mensagem, dado que só ele possui a chave privada. O algoritmo de criptografia mais usado atualmente é o RSA, denominado pelas iniciais dos seus criadores, Ronald Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman.

Uma desvantagem dos algoritmos de criptografia assimétrica existentes é o seu desempenho, que são algumas dezenas de vezes mais lentos que os métodos simétricos. Sendo assim, na prática, a criptografia assimétrica é utilizada para definir uma chave de sessão, que será utilizada na criptografia simétrica durante a comunicação. Esse é o funcionamento dos protocolos SSL e TLS, usados largamente na Internet.
No entanto, na criptografia assimétrica, as chaves públicas podem ser forjadas, fazendo com que o emissor não obtenha a chave pública correta do destinatário. No nosso exemplo, imagine que Alice não obtenha a chave pública correta de Bob e, sim, a chave de Carol, uma antiga namorada ciumenta de Bob.

Nesse caso, Alice enviaria a mensagem com a encriptação que Carol pode ver. Ela, então, saberia o que Alice envia para Bob. Para solucionar esse problema, os engenheiros da Internet criaram a figura da Autoridade Certificadora, que funciona como um cartório, autenticando as chaves públicas das pessoas. É essa autenticação da chave pública do seu banco, por exemplo, que faz o seu navegador exibir o singelo cadeado de segurança, fazendo com que você saiba que o site é mesmo do banco e não de um criminoso.

Além do uso tradicional da criptografia para manter a confidencialidade dos dados, como mostrado até aqui nesse artigo, a criptografia possui outras finalidades no mundo dos computadores. Através da criptografia, pode-se implementar técnicas de garantia de integridade dos dados e de autenticação das mensagens. A garantia de integridade garante que se um dado for modificado, essa modificação é detectada, informando ao destinatário que a mensagem foi comprometida. Já a autenticação das mensagens é o que comumente chama-se de assinatura digital. Tal técnica permite garantir que uma mensagem veio de quem diz ser o remetente. Para garantir a origem, basta que o emissor encripte a mensagem utilizando a sua chave privada. Assim, todos terão certeza que foi realmente aquele emissor quem enviou a mensagem.

Portanto, devido à sua importância, a criptografia é uma técnica de segurança usada em todos os sistemas computacionais que requerem proteção das informações transmitidas e armazenadas. Esse artigo apresentou as duas formas conceituais básicas, a criptografia simétrica e a assimétrica, bem como suas propriedades, vantagens e desvantagens. E você, leitor do TechTudo? Envie para nós momentos em que a criptografia poderia melhorar a nossa comunicação no dia a dia.

WhatsApp: como usar duas contas no mesmo celular

2014 – São diversos passos que você terá que seguir na instalação do sistema, mas todos eles são muito simples e devem ser realizados rapidamente. O primeiro deles é a realização de um backup das suas mensagens — caso você queira mantê-las.

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Para isso, acesse as configurações do WhatsApp e então selecione “Opções de conversa” e em seguida “Salvar conversas”. Em seguida, vá até a janela de configurações de aplicativos, encontre o WhatsApp e clique em “Apagar dados”.

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Baixe o OGWhatsApp pelo XDA e instale o software. Agora, renomeie a pasta “WhatsApp” do seu celular para “OGWhatsApp”.

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Abra o OGWhatsApp e verifique a sua conta com o número antigo (que era usado no WhatsApp). Em seguida cadastre o novo número do aplicativo original. Pronto! Você já está usando duas contas do WhatsApp no mesmo aparelho. Os desenvolvedores do novo aplicativo garantem que há várias vantagens na utilização dele. Além de permitir que uma segunda conta seja cadastrada no aparelho, também foi revelado que ele permite o backup e a restauração rápidos das conversas, a escolha de ícones para o software e a pré-visualização de imagens sem necessidade de salvamento no aparelho.

Fonte: Wiktionary
Cambridge Dictionary
FAQ WhatsApp
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