Farmácia organizada contribui para a segurança dos consumidores na hora da compra do medicamento  

Especialistas  apontam as estratégias e tendências para o varejo farmacêutico nos próximos anos

As tendências para o setor farmacêutico estão cada vez mais estabelecidas e seguem uma linha crescente de ações para atrair o consumidor, principalmente no Brasil, que é o sexto mercado farmacêutico do mundo e tem projeções para se tornar o quinto até 2022, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Para Luna Ribeiro Zimmermann Doneda e Aline Tathiana Cenchi, docentes da área de saúde e bem-estar do Senac nas unidades Marília e Bauru, ter uma otimização na organização dos produtos por categorias é uma forma de melhorar a orientação e a experiência de compra dos clientes, especialmente em relação aos itens de higiene, cosméticos e perfumaria.

“Ter um ambiente organizado e com fácil circulação faz toda diferença no momento da compra. Para medicamentos isentos de prescrição, que costumam ficar ao alcance do cliente dentro da farmácia, é possível expô-los adotando estratégias semelhantes, porém, é preciso obedecer à legislação de não induzir a automedicação ou hábitos de vida não saudáveis”, explica Luna. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50% dos usuários de medicamentos o faz de forma incorreta. Os motivos apontados estão relacionados ao hábito do brasileiro em se automedicar e ao fato dos remédios serem vistos como uma mercadoria, que pode ser adquirida e consumida sem a orientação devida. A especialista do Senac Marília pontua que existem projetos sobre alternativas para melhorar a administração do medicamento e da segurança do cliente nas farmácias, mas que ainda necessitam de sanção presidencial para vigorar. “É o caso da prescrição eletrônica, que poderá evitar erros de interpretação de medicamentos por conta da letra do médico. No entanto, o critério do profissional que trabalha em farmácias e drogarias deve continuar a existir para garantir a segurança do paciente”. Para Aline, com o aumento do número de farmácias, o acesso à compra de medicamentos tornou-se ainda mais fácil, daí a necessidade da formação profissional para prestar um serviço de atendimento com qualidade e segurança ao cliente. “Para se destacar frente à concorrência, o estabelecimento precisa aperfeiçoar sua interação com o consumidor e isso pode ser conquistado com o gerenciamento dos itens por categoria, que além de ser uma das tendências do varejo farmacêutico, contribui para a organização da drogaria, otimização do atendimento e segurança para o cliente”, diz a docente do Senac Bauru.

Os empresários do segmento devem estar atentos a alguns fatores para ter um desempenho cada vez melhor e contribuir para uma estratégia que respeite os protocolos e à legislação, como um espaço dedicado a sessões específicas (higiene, perfumaria e outros);exposição dos medicamentos em locais de fácil acesso; localização das categorias dentro da farmácia; e a comunicação, que facilita a experiência de compra do cliente. “É preciso entender que apesar de alguns medicamentos serem livres de prescrição, eles não estão isentos de reações adversas. Por isso, é necessário contar sempre com a orientação de um profissional da área. Já quanto aos demais produtos disponíveis nas farmácias e drogarias, como cosméticos, itens de perfumaria e produtos de higiene pessoal, o ideal é que sejam criadas estratégias que facilitam o acesso do consumidor, como por exemplo, a identificação clara, o espaço para exposição dos produtos, a posição e a altura desse produto na gondola, além do gerenciamento por categoria”, explica Aline. A docente do Senac Bauru destaca ainda que, para garantir a qualidade no atendimento, é imprescindível fazer cursos livres, técnicos ou uma graduação. A capacitação é fundamental para permitir que a orientação ao paciente seja mais assertiva e, portanto, segura. “É o profissional de farmácia que vai orientar essa pessoa. Os estudos contribuem para a redução de gastos do cliente com remédios desnecessários ou que mascaram sintomas de doenças mais graves e, sobretudo, para salvar vidas”, alerta.

Automedicação requer cuidados e orientações

Para quem possui o hábito de ter uma “farmacinha”em casa, existem orientações, inclusive do Ministério da Saúde, necessárias para uma melhor organização e controle de medicamentos. Confira:

– Mantenha os medicamentos em lugares secos e frescos, seguros e específicos para este fim. Evite guardá-los com produtos de limpeza, perfumaria e alimentos;

– Guarde na geladeira apenas os medicamentos líquidos, conforme orientação de um profissional de saúde. Nãocoloque na porta da geladeira ou próximo do congelador;

– O armazenamento de medicamentos deve ser individualizado para evitar erros e trocas com medicamentos de outras pessoas;

– Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para facilitar a identificação;

– Observe frequentemente a data da validade e não tome medicamentos vencidos;

– Consulte um farmacêutico caso observe qualquer mudança no medicamento, como cor, mancha ou cheiro estranho.

 

Colaboração
Ricardo Missão – [email protected]to.com.br
Tel.: 16 3324-5300/ (14) 99700-2767
Fernanda Chiossi – [email protected]
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