Alberto Paccola

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Alberto Paccola foi umas figuras mais conhecidas e queridas de Lençóis Paulista. A maneira elegante de se vestir e falar, a postura e o modo com que se dirigia às pessoas o diferenciava dos demais. Durante muitas décadas foi próspero comerciante no centro da cidade. Os moradores mais antigos se recordam do Bazar Alberto (edifício Luiz Paccola) que ficava defronte à Casa Paccola. Artigos para presentes, instrumentos musicais, quinquilharias, e muitas raridades em discos de vinil ali eram encontrados. Além de vender esses produtos,   Tio Berto regava diariamente o canteiro das amizades que foi crescendo a ponto de torná-lo conhecido nos quatro cantos da cidade. Durante muitos anos, ele dedicou parte do seu tempo na atividade de Juiz de Casamentos. Extrovertido, sempre deixava uma palavra, ou uma frase de carinho e estímulo aos casais que na sua presença se uniam pelos sagrados laços do matrimônio. Participava de tudo o que acontecia na cidade e era ele quem escrevia nos jornais locais as homenagens a recém-casados, recém-nascidos, formandos, e até as homenagens póstumas ficam a cargo do Tio Berto, como ficou conhecido.
Tio Berto nasceu em Lençóis Paulista no dia 9 de abril de 1918. Era filho de Luiz Paccola e de dona Maria Moretto Paccola. Seus primeiros estudos foram feitos no colégio Esperança de Oliveira, depois, em 1938, ele concluiu o ginásio no colégio Diocesano de Botucatu. Em 1942 cursou a faculdade de direito da Universidade São Paulo. De volta a Lençóis, Alberto participou de diversas atividades. Era um apaixonado pelas artes e como ator amador, participou de diversas peças teatrais em muitas cidades do interior do estado de São Paulo. Na condição de exímio orador era ele quem falava nas ocasiões e eventos especiais que aconteciam em Lençóis Paulista. Foi comissário de menores, juiz de casamentos, pertenceu à primeira diretoria da Legião Mirim fundada em 1965 e  foi um dos fundadores do Lions Clube. Alberto Paccola foi casado com a professora Neusa Diniz Paccola com quem teve três filhos: Adalberto (Botcho), já falecido; Luiz Alberto (Bebeto) e Paulo Eduardo Paccola (Tedy). Alberto Paccola morreu no dia 18 de maio de 1999, seu corpo foi velado na Câmara de vereadores e sepultado no Cemitério Municipal Alcides Francisco.