José Lourenço Blanco

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José Lourenço Blanco nasceu no dia 22 de fevereiro de 1922, no bairro Barra Grande município de Lençóis Paulista. Era filho de Antonio Lourenço Blanco e Eliza Borin Blanco. Casou-se em 1945 com a senhora Aparecida Romero Blanco de cuja união nasceram os filhos: Benedicto, Odair, Nancy, Adão, Ademir e Waldir. Desde muito jovem José Lourenço dedicou-se às lides  rurais. Seu pai, Antonio Lourenço possuía algumas glebas de terras no município e José e seus irmãos, trataram de dar continuidade ao projeto do pai que falecera em 1961. Sem ou quase sem nenhuma instrução escolar, desde muito jovem José Lourenço tratou de se preparar por meio de livros. Não foram poucas as  madrugadas que ele foi flagrado lendo sob a luz de lamparina uma vez que, quando morava na zona rural, em sua casa não havia energia elétrica. Apesar de ter cursado apenas até o segundo ano primário, era profundo conhecedor de geografia e história. Conhecia o regime político, a economia e as principais riquezas de cada país, sobretudo os da Europa. Amigo particular do jornalista e historiador Alexandre Chitto, passava horas e horas na redação do Jornal O Eco conversando os mais diversos assuntos com o velho jornalista que morreu  11 de setembro de 1994. Nunca disputou cargo eletivo, mas vivia intensamente a política local. Em 1955 quando Lençóis Paulista reconquistou a Comarca, José Lourenço vinha para a cidade (morava na Barra Grande) quase que diariamente para acompanhar os acontecimentos. Nas comemorações do Primeiro Centenário do município em abril de 1958, sempre ao lado de amigos, como o ex-prefeito Archângelo Brega, Germano Turcarelli, Waldemar Simões entre outros, ajudou, na medida do possível, a organizar a festa, que sem dúvida marcou para sempre a história do município. Com a venda das terras no início dos anos 70, José Lourenço mudou-se com família para a cidade e foi morar numa casa à Rua Sete de Setembro 423, no centro. Foi representante comercial no ramo de fertilizantes, estabeleceu-se com bar na Rua Niterói na parte baixa da vila Jardim Cruzeiro, foi corretor de imóveis e empreiteiro rural. Apaixonado pela cidade, depois de já idoso, visitava o Museu Municipal duas ou três vezes por semana. Conhecia a história da cidade como poucos. José Lourenço morreu no dia 7 de maio de 2000 e seu nome está perpetuado na praça rotatória das ruas Lázaro Brígido Dutra e Avenida Osaka, próximo ao Jardim Cidade do Caju.